CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO
EM EDUCAÇÃO NA CULTURA DIGITAL
TURMA: PLAC 02- PLANO
DE AÇÃO COLETIVA
TUTORA: Vanice Vitali
ESCOLA DE EDUCAÇÃO
BÁSICA NOSSA SENHORA DOS PRAZERES
Cursistas: Adelci
Folquin i Alberton
Silvana Maria dos Santos
Silvia Mª
Piccoli Bitencourt
DATA:
07.04.2015
ATIVIDADE 05- SOCIALIZAÇÃO DA EXPERIÊNCIA
A
socialização de experiências implica novas formas de interação que vão além da
sala de aula. Aprender em rede torna o aluno autor do seu conhecimento e ao
compartilhar esta produção ele possibilita coautorias, mas como Levy citou em 2000 “[...]entre a
velocidade e a multiplicidade tecnológica e sociais e o ritmo das mudanças
educacionais.
Podemos
afirmar que, embora tenha se desenvolvido projetos com o uso das tecnologias,
percebemos algumas dificuldades como, o tempo limitado para o desenvolvimento
do projeto. O acesso à internet na sala de aula e no laboratório restrito
devido a outras turmas estarem utilizando.
O
projeto propiciou novas aprendizagens em diferentes lugares. A interatividade e o compartilhamento ampliam
a aprendizagem.
Ao
utilizarmos as mídias sociais como espaço de pesquisa e aprendizagem
colaborativa estamos abrindo um leque de possibilidades para uma aprendizagem cooperativa,
uma educação não linear, proporcionando uma prática mais reflexiva , inovadora,
transformando espaços tradicionais em espaços
em rede.
Planejar
uma atividade utilizando tecnologias digitais requer tempo e desprendimento.
Tempo porque é necessário que, para que possamos utilizar o potencial de um
recurso tecnológico, além de dominar o conteúdo a ser ensinado temos que
conhecer as possibilidades que este recurso oferece. Desprendimento porque
temos que nos lançar a novas práticas pedagógicas.
Para
isso, foi necessário que a equipe promovesse um encontro presencial onde
primeiramente conhecemos os objetivos, o conteúdo, a metodologia e as práticas
pedagógicas elencadas para este trabalho.
Surgiram
então algumas ideias do uso das tecnologias educacionais para auxiliar nos
processos de aprendizagem não somente como suporte para desenvolvimento das
atividades, mas sim para criar a possibilidade de alunos e professores
experimentarem as oportunidades que as tecnologias oferecem para explorar,
questionar, cooperar, construir e participar ativamente do processo de ensino e
aprendizagem. PodCast, produção de
vídeo, apresentação de slides, gravação de áudio com enriquecimento de imagens.
O
bom funcionamento e o número adequado de equipamentos necessários para o
desenvolvimento das atividades que envolvem tecnologias é fundamental. A
aplicação desta atividade demonstrou que é necessário mais do que boa vontade
do professor em planejar uma atividade que envolva as tecnologias digitais; se
a escola não possui computadores e internet que estejam funcionando
adequadamente, ou se a máquina digital da escola não está acessível ou mesmo
não possui um único datashow, o professor se sentirá desmotivado a se aventurar
em novas práticas pedagógicas que contemplem estes recursos.
Em
nosso caso a maior dificuldade foi o acesso à internet para facilitar a
pesquisa na construção do roteiro. O laboratório de informática estava à
disposição de curso de informática do Pronatec estando livre somente nas
sextas-feiras. A professora de Português, autora do projeto e cursista, tem
aula com as turmas do 2º ano 04 e 05 na segunda, terça e quarta feira,
dificultando o acesso ao laboratório. A solução partiu dos próprios alunos com
acesso à internet através de seus celulares.
A
professora disponibilizou bibliografia extra de seu acervo particular,
complementando com obras da biblioteca da escola.
Outros
complicadores foram às situações de ordem administrativa, naturais de um inicio
de ano escolar, organização das turmas, definição de horário, desdobramento de
turmas, situações que envolveram a professora em questão e complicaram o
desenvolvimento da execução do projeto, adiando e atrasando o cronograma.
Resolvidas
estas questões, basta orientar os alunos no desenvolvimento final da atividade
e no uso da ferramenta digital. A partir deste momento os alunos são os grandes
protagonistas.
Foi
incrível ver como a tecnologia colabora para uma aprendizagem autônoma e cheia
de significados para o aluno. As turmas demonstraram ter uma relação muito
natural com as tecnologias, própria dos nativos digitais. Em poucos momentos
foi necessária a orientação dos professores para o uso da ferramenta. A
intervenção dos professores foi justamente nas questões relacionadas à
disciplina de Língua Portuguesa onde os alunos questionaram sentido de
palavras, estrutura do gênero que estavam escrevendo, pontuação, entre outros.
A
experiência da construção da aprendizagem da literatura – o Romantismo – tema
escolhido, através da tecnologia, foi uma nova maneira de organizar e mediar
situações de aprendizagem, dando-nos a certeza de que, um trabalho bem
planejado, com objetivos claros e muita criatividade torna possível criar
possibilidades e uma aprendizagem colaborativa que incentive a cooperação entre
os alunos e professores, contribuindo para a construção do conhecimento em
rede. A conclusão de que o uso das TDICs foi uma excelente ideia para
demonstrar que as tecnologias podem se tornar indispensáveis e integradas nas
práticas pedagógicas.
O
projeto demonstrou a real possibilidade de implementação das TDICs como
elementos fundamentais na aprendizagem, todas as alternativas são facilitadoras
da ação pedagógica, cabe ao professor acreditar e construir sua prática
didática pedagógica voltada a essa implementação
Referências
LÉVY, P. Cibercultura. 2. ed. São Paulo: Editora 34, 2000.
Nenhum comentário:
Postar um comentário